7 coisas que acontecem em lojas dos chineses

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Alguém tem de falar sobre isto. No outro dia entrei numa loja e não podia deixar de partilhar:

1. A partir do momento em que entramos numa loja dos chineses já estamos a cometer um crime, eles só estão à espera de nos apanhar em flagrante delito. Por isso é que temos um chinês atrás de nós a inspeccionar cada gesto que fazemos, corredor após corredor, inclusive a espreitar pela frecha da cortina do provador, porque com estes ocidentais nunca fiando;

2. Quando tudo indica que estamos a sós no corredor, sai um chinês oriundo sabe-se lá de onde, certamente escondido entre os cachecóis de penas fluorescentes;

3. Esta perseguição é incessante mas se nós resolvemos parar e interpelar o senhor da loja com uma pergunta sobre algo, ó diacho. Começa logo um diálogo tropegamente gesticulado, trocando os Rês pelos Lês, que normalmente resulta em trazerem-nos pela enésima vez o artigo errado e nós desistimos com um “pode ser, obrigado.”;

4. Todos trazem nomes hecatômbicos tipo MEGA, SUPER, GRAND ou HIPER Store, mesmo que o espaço seja um buraco na Buraca;

5. Cheiram sempre a gato. E para tornar a experiência mais sensorial, logo quando entramos temos um vislumbre daquele gato-estátua dourado que baloiça o braço para baixo;

6. Todos os artigos são a versão foleira da sua homónima ocidental. Isto significa que as luzes de Natal não chegam ao Natal e que, de resto, tudo o que se liga à electricidade não dura mais do que uma viagem de avião à China. Todos sabemos disto mas fingimos demência porque é fim do mês e ainda falta para o dia de São Receber.

7. Há lá tudo, e por “tudo” entende-se uma panóplia de artigos impossíveis decifrar, nomeadamente no sector da roupa interior. Falo daquelas peças de lingerie tipo 50 sombras de Grey compostas apenas por fios e não se percebe por onde é que entra a cabeça, passando por estranhos objetos para desferir tau-tau e acabando, evidentemente, nos mamilos postiços, que vêm brindar os nossos insossos seios com o constante efeito “corrente de ar”.

Posto isto – para quando uma Chinatown em Lisboa?!

NY já tem! É tão cosmopolita!

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