Os 10 tipos de pessoa que vemos em buffets

O menu buffet é algo que incita uma série de comportamentos estranhos nas pessoas. Não sei se é pela perversidade do conceito all-you-can-eat, que por si só incita a uma certa selvajaria, se é pela noção apocalíptica de que por 7,50€ uma pessoa é livre de fazer o que quiser.

Vejamos estes 10 tipos de pessoa que encontramos sempre em buffets:

1. Há sempre alguém ecléctico que é capaz de se servir de sushi, bacalhau com natas, maminha no churrasco e quadrados de gelatina, tudo no mesmo prato.

2. Há sempre alguém movido a preguiça que, ao invés de se levantar várias vezes, opta por se servir uma só vez de uma torre de comida com 2 ou 3 andares; é coisa para meter engenharia e tudo, com os alicerces mais robustos na base (ex: uma caminha de arroz, pasta ou feijão brasileiro, para aplacar o resto do peso) e os mais frágeis em cima (sashimi, pão de queijo, bolinhas de croquete ou alface). Tudo o que tem molho vai para um canto do prato, para não contaminar o resto. E depois, um delicado equilibrismo a levar o prato para a mesa.

3. Há sempre alguém a alarvar como um somali faminto que não come há 7 dias, mas que depois poupa na coca-cola e no café.

4. Há sempre alguém que decide embarcar em novas aventuras gastronómicas só porque é ilimitado e de graça. “Salada de cor duvidosa e potencialmente indigesta? Bora!” ”Estufado de animal não identificado? Siga!” E mesmo depois de provarem ainda os ouvimos dizer coisas como “juro que não consigo perceber se isto é peixe, carne ou crustáceo…mas é bom!”

5. Há sempre alguém agarrado que, em vez de se ir servindo paulatinamente com os talheres de cada secção, agarra-se à primeira tenaz que encontra e vai com ela para todo o lado. Vai daí que volta e meia aparece um rolinho de sushi no meio do chop suey, e restos de cheesecake na panela do cozido.

6. Há sempre alguém que traz no prato coisas que tem 100% certeza de que não gosta, só porque é de graça – “Já não me lembrava de que não gostava!”

7. Quando vemos alguém com os talheres pousados em sinal de standby, já sabemos: está a suplicar por um arrotinho silencioso, porque de onde ele sair vai vagar espaço para mais umas garfadas.

8. Quando é take-away, nomeadamente de sushi, a selvajaria agrava-se; há sempre alguém a querer enfiar o maior número de peças possível, muito para lá do limite da caixa de alumínio, num violento jogo de Tetris que implica esmagar as peças com a tenaz para caberem mais e mais e mais, numa teimosia desenfreada contra as leis da Física. Está claro que depois não há maneira daquilo fechar, é preciso vir a empregada chinesa com um balanço lá do fundo e fazer um salto encarpado para investir com o peso todo do seu corpo contra a tampa de plástico para aquilo finalmente ceder. Quando chegamos a casa, não temos rolos, temos palitos.

9. Há sempre alguém que encara o buffet como uma guerra entre o orgulho VS espaço no estômago, em que perder é não conseguir comer o suficiente para a casa ficar a perder dinheiro connosco, e ganhar é sair de lá de gatas e com 6h de digestão pela frente, mas com uma orgulhosa sensação de ter amortizado o valor do menu.

10. No geral, todos sabem que ao fim de 8 garfadas deixa de ser a fome ao comando das decisões, dando lugar ao apetite visual e à gula, e depois a coisas mais tenebrosas, como a fossanguice, o orgulho e a inconsequência. No final, já com vontade de bolçar e o estômago em alerta vermelho, a sensação geral é só uma:
fuck-my-life.

Partilhem com o vosso amigo alarve

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