Mistérios domésticos

Porque é que o cesto da roupa nunca não está cheio?

Sempre a transbordar, nunca vazio, nunca meio-cheio, uma autêntica torre de Pisa de trapos a atormentar o nosso inner-ocd cioso de limpeza, higiene e cheirinho a lavanda?
Porque é que por mais máquinas que façamos existe uma vontade cósmica para que o rácio de roupa suja VS roupa lavada nunca se chegue a equilibrar?
E nós, meros humanos, continuamos a tentar, apanhamos uma braçada cheia de roupa escura, máquina com ela, e no tempo de ir e vir quando voltamos o cesto está AO MESMO NÍVEL.
Que feitiçaria multiplicadora é esta? Se podemos assegurar que ninguém cá em casa se escapuliu durante esses 15 minutos para ir a uma gincana chafurdar-se na lama ou tomar um banho em refogado?
Porque é que dá ideia que durante a noite as roupas se desarrumam sozinhas, ganham vida tipo Toy Story e secretamente se deslocam para o cesto contra a nossa vontade? E será que é nesse momento que os pares de meias se separam para nunca mais se encontrarem?
Porque é que, passados tantos anos, nunca vimos realmente o fundo do cesto?
Nem sabemos se ele existe, se é um mito ou um buraco negro no continuum do espaço-tempo?

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