Aquela saída do mar cheia de elegância

Aquele momento em que queremos sair do mar com elegância, mas o mar está bravo e do nada vem uma onda filha-da-mãe que nos bate de chapa no lombinho, arrasta-nos para trás e pelo caminho faz-nos tropeçar naquela maquiavélica cova da rebentação, e em menos de nada estamos sem pé e somos um fantoche de trapos metido num shaker de água salgada, areia, algas gelatinosas, espuma e conchas pontiagudas, e vivemos momentos de pânico a rebolar impiedosamente pelo areal fora, pernas e braços fora de controlo e esforço hercúleo para vir à tona, até a Mãe Natureza se fartar de nós.


E quando finalmente damos à costa somos o retrato vivo de uma foca ferida em combate, estamos em topless, engolimos 17 pirolitos de água do mar e parece que estamos de fralda porque entretanto acumulámos 3kg de areia na bolsinha da parte de baixo do biquíni.
E o pior é que sabemos que vamos ter de lá voltar para descarregar aquilo.

Mãe Natureza 1 – 0 Elegância.

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One Comment Add yours

  1. êm cê diz:

    tal e qual! eu acrescento a parte em que tenho a planta do pé super sensível e saio a cambolear em pontas dos pés e a fazer caras de ai e ui quando o areal e áspero e irregular.

    p.s. tou fã do teu blog. #apipocaquesecuide

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