5 fenómenos que acontecem às nossas amigas quando engravidam

Quando as nossas amigas íntimas engravidam continuamos tão amigas como dantes, mas há todo um muro de Berlim que se ergue entre nós. Porque elas têm dois batimentos cardíacos ali dentro e isso gera comportamentos de tribo que nós, as não-grávidas, temos dificuldade em assimilar.

Senão vejamos estes 5 fenómenos que costumam suceder:

1. Tudo começa com chichi num pauzinho e de repente elas entram num mundo completamente novo, interdito a pessoas que não falam gravidês. A contagem do tempo passa a ser feita à semana, como se os restantes mortais soubessem matemática suficiente para contar o que isso significa em meses. Pior, começam a usar os termos médicos das coisas. A chamar “mama” à peitaça e “vagina” ao pipi, e fica um ambiente estranho na sala.

2. Começam a postar freneticamente fotos da sua barriga grávida no Facebook quando nada mais têm do que um leve inchaço no ventre, que é como qualquer pessoa normal fica com um ataque de gases depois de comer salsicha com couve lombarda.

3. Fazem-nos olhar durante 1 hora para uma ecografia e apontam orgulhosamente para alegadas partes do corpo do bebé, tudo com “inho” – “olha aqui os pézinhos” “e as mãozinhas…”, “e o narizinho, redondinho como o da mãezinha!” – e nós sentimo-nos naqueles testes de Rorschach em que nos fazem olhar para um borrão branco e preto e é melhor fingir que se vê alguma coisa do que não dizer nada.

4. Os grupos de WhatsApp passam a ser povoados por palavras extra-terráqueas tipo “toxoplasmose”,“expulsão da placenta” ou “amniocentese”. E o pior acontece quando começamos a receber fotos da barriga com legendas em que a mãe fala na voz do próprio feto: “Olá tiaaaaas! Estou cada vez mais crescidito!” E nós, tias, ficamos mesmo sem saber o que sentimos quanto a tudo aquilo.

5. Ganham um tremendo à-vontade para falar, digamos, sobre tudo. Falam-nos sobre os suores frios, os suores quentes e os suores mornos, os pés inchados, os novos hábitos de truca-truca e quase que nos obrigam a sentir as suas novas mamas redondas e ampliadas – “NUNCA FORAM TÃO GRANDES, OLHA!”. Fazem relatos minuciosos e demasiado gráficos sobre os dedos de dilatação, a forma como o parto lhes rebentou com o pipi, as infecções na cicatriz, a maneira como amamentar deixa gretas nos mamilos… o que é de resto um enorme incentivo à natalidade para as solteiras a assistir, que vão arregalando os olhos e rezando para dentro “quando for a minha vez pode ser que a medicina já tenha evoluído… :/ ”.

Apesar de tudo, vibramos a 1000% e gostamos delas assim, talvez ainda mais do que dantes porque há que dividir o afecto pelo fetinho (aquele que já fala por WhatsApp apesar de não ter voz nem boca).

E agradecemos-lhes por serem as corajosas pioneiras da vida adulta.

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One Comment Add yours

  1. Miss Lu diz:

    Numa coisa tem toda a razão: quando engravidam (em circunstâncias normais), as mulheres sentem-se especiais. É inevitável. E é legítimo, também. Há-de chegar a sua vez, e logo tirará as suas próprias ilações. 😉

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