As 8 coisas que uma mãe nunca devia publicar no Facebook

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Nalgumas coisas, as nossas mães aprenderam a ser mães com as mães delas. Noutras não, e tomara que houvesse uma mãe do futuro que regresasse a 2013 para nos poupar a todos a uma série de berbicachos.

O berbicaho-mor é, claro está, quando elas criam uma conta de Facebook. O presente artigo é para essa mãe, a chegada de fresco às redes sociais, a exterminadora implacável das fronteiras que separam gerações.

Essa mãe é de uma estirpe perigosíssima, porque não tem quaisquer limites do aceitável na partilha de incontinências verbais, conteúdos multimédia confrangedores e/ou comportamentos meio stalker aos filhos. Em muitos casos, se não fosse mãe, isso dava prisão.

O problema aqui é que as mães não tiveram o período de incubação necessário para construir a sua online persona.  Não houve qualquer estágio prévio no mIRC, MSN ou hi5. O que é o mesmo que dizer que uma mãe à solta no Facebook é um javali selvagem – imprevisível, faminto, inconsequente.

Estive a pensar com seriedade nos exemplos de má conduta maternal no Facebook e este é o meu TOP 8 de coisas que nenhuma mãe devia publicar:

1. As nossas fotografias de criança, de quando éramos preocupantemente parolos (nomeadamente quando não se percebe à primeira se o que vestíamos era roupa casual ou de Carnaval)

2. As nossas fotografias durante a idade do armário, de quando éramos obesos/imberbes/acneicos e usávamos modas absurdas, tipo giga-argolas e crucifixos.

3. Ninguém quer ver o nosso primeiro dente de leite. Nem dentro nem fora da gengiva. NINGUÉM

4. O comportamento groupie, com laivos de stalking. Mãe, não somos estrelas de Rock. Não é preciso comentar e partilhar tudo o que os filhos dizem para eles saberem que vocês gostam deles. Sosseguem esse botão Like, plamordeus.

5. O excesso de pontuação!!!!????!!! e os ❤ ícones recém-aprendidos usados de forma completamente arbitária <3. Nisto, as mães são iguais às crianças quando aprendem palavrões novos: não percebem o contexto e acabam por dizer coisas como “passa-me aí esse foda-se”. Vergonha alheia. Muita.

5. Os pedidos de amizade inaproriados.  As mães não sabem fazer nada no Facebook mas, vá-se lá saber como, conseguem adicionar os nossos amigos e namorados a uma velocidade galopante. Os mesmos amigos que puseram de castigo há 15 anos atrás. Os mesmos amigos que hoje aparecem 100 vezes taggados semi-nus e em estados de embriaguez avançada nas fotos de perfil e que, portanto, nunca deviam ter saído do castigo (conclui a mãe)

6. Petições. Mãe, pela oitava vez, não queremos juntar caricas para a cadeira de rodas da Leila.

7. Status da série “tenho sentimentos, emoções e sensações”.  Daquelas que os filhos preferiam não saber que as mães também têm, porque acham que as mães são mães a tempo inteiro e no Facebook descobrem que afinal também são mulheres; e isso faz os filhos hiperventilarem e aninharem-se no chão da casa de banho, a chorar

8. Status da gama “partilha X vezes para ganhares um prémio”. Mãe, chega…de….utensílios…de….cozinha.

Isto é para todas as mães em geral e nenhuma em particular (que é para não me arriscar a que a minha venha espingardar para o meu Facebook).

Mas, afinal de contas, mãe não era mãe se não publicasse estas barbaridades. E até é querido.

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9 Comments Add yours

  1. parib232 diz:

    Sou mãe, não percebo nada de computadores, nem da internete, Adorei este texto, é mais ou menos assim,. Não coloco coisas do filho, pois já é muito GRANDEEEEEEEEEE!!!!!!!. Mas coloco dos netos. Bem haja quem escreveu este texto. e claro ❤

    1. Não percebe nada mas ainda assim conseguiu vir aqui deixar esse simpático comentário. ❤ Obrigada ❤

  2. Manuela Marques diz:

    Gostei muito do artigo, sou mãe de uma de 21 e outra de 18. Tenho pagina de FB há 4 anos. Além das regras que mencionou há a de não colocar no TimeLine das nossas filhas partilhas de assuntos que achamos que elas gostam pois corremos o risco de nos bloquearem o acesso à partilha nas suas próprias paginas.

    Deixo aqui a sugestão de escrever outro artigo sobre o Fb e os pais, em que sugira formas de comunicar com os filhos pelo FB sem os “embaraçar”, como por exemplo mensagens privadas em que se aconselham páginas, ou se enviam um post de outros com ideias a implementar. O mencionar o nome deles no comentario de um post de uma pagina gira como por exemplo a HONY, para que elas conhecerem outras realidades.

    Para além das coisas que a mãe ou pai não deve fazer no FB há as que se podem aproveitar para fazer sem grande alarido e que ajudam na comunicação. Bjs e bons artigos.

  3. guidixaff diz:

    Aprendi.

  4. luciana diz:

    hey fui eu que ajudei a tua mae a criar o fb dela….. sorry

  5. isa diz:

    Ainda estou a pagar amargamente o ter publicado há anos, uma fotografia de uma filha minha, jogando futebol, a rir, de boca escancarada, mostrando a cremalheira que a acompanhou durante dois anos da sua vida.
    Aprendi a lição,e nada de “post” seja o que for, sem o escrutínio filial.
    Óptimo texto, engraçadíssimo, e “on spot”!

  6. Maria Tereza diz:

    Sou mãe, nunca publiquei nenhuma foto de filhos ou netos…..Mas compreendo o teor da mens. E decidi acabar c a m página…Tb tenho tanto c q me ocupar q n tenho muito tempo p o fb…..P mim não tem tanto interesse assim…..

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